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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Membro da Velha Guarda Poderá Ser o Novo Presidente da Mocidade

Na segunda-feira de Carnaval, no Esquenta do Bloco das Misses, a novidade surgiu e deixou a todos os foliões, vestidos de mulher ou não, bastante surpresos.
Mateus, atual presidente do Bloco das Misses, disse em alto e bom som que foi convidado por um representante do Conselho Deliberativo da Mocidade para disputar a vaga de Presidente da Escola nas eleições de maio deste ano.
Ainda em dúvida e estudando a hipótese de comandar a agremiação por dois anos, Mateus falou que não sabe se vai aceitar o pedido do alto escalão da Escola. "Ainda estou pensando se aceito ou não..." disse ele, sentado à mesa na concentração do Bloco das Misses.
Caso Mateus aceite, não se sabe ao certo se ele conservará o atual grupo de diretores da Mocidade. Certamente algumas mudanças serão adotadas pelo novo Presidente, ou não.
Tarcísio Ribeiro, que vem comandando a Escola de Samba há dois anos, sente-se triste por ter que abdicar da função e esclarece que o cargo necessita de alguém com tempo integral para a dedicação que a Escola merece. Conciliar suas tarefas no exercício da sua profissão e dedicar-se à Escola de Olaria tem sido uma tarefa árdua.
O mandato de Tarcísio termina em maio, quando será eleito o novo Presidente.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pedro Pesquisa, o Veterano dos Festivais, é o "Niño de La Capea"

Pedro Pesquisa, o atual presidente da Ala dos Compositores da Mocidade, abriu-nos a porta do seu apartamento no Centro da cidade e por trás do seu inseparável óculos escuros relatou-nos sua larga experiência em composições musicais.
Ficamos sabendo que Pedro de Almeida Trindade - ou "Pedro Pesquisa", como é conhecido - além de compor sambas campeões do Carnaval de Guarapari, é também compositor de xotes e boleros. Durante a entrevista para a série Velha Guarda, Pedro apresentou-nos suas gravações e recortes de jornal sobre a sua participação nos festivais de música. Em 2001, Pedro participou da XVIII edição do Festival da MPB de Alegre. Até aquele ano, Pedro já possuía mais de 150 composições, incluindo as vitórias no Concurso de Marchas Carnavalescas de Brasília, em 1961, e no Festival da MPB de Brasília, em 1962.
Extremamente empolgado em falar da colaboração que deu ao Carnaval de Guarapari, esse carioca que passou a infância em Copacabana e a adolescência na Gávea fez questão de ressaltar que muitas de suas composições tiveram a parceria de gente boa como seu grande parceiro Tavinho, filho de Arnaldo Cidade.
Através das palavras cheias de emoção, descobrimos um homem apaixonado pela Mocidade Alegre de Olaria. Disse, entre outras coisas, que seu sangue é azul e branco tal qual a bandeira da Escola de seu coração. Apesar de participar de outros concursos de samba de enredo, é na Mocidade que ele se sente realmente em casa. E, quando está compondo para a escola, sente o corpo arrepiar e a composição flui suavemente. A primeira composição para a Mocidade ocorreu em 1981, quando a escola apresentou o enredo "Hoje é o Dia da Sorte", mas na verdade, o primeiro samba que de fato foi para a avenida embalou os foliões do GRES Unidos de Guarapari, em 1984, com o enredo "No Circo da Vida, o Palhaço é o Folião". Pedro continuou compondo para a Unidos até 1986.
A grande vitória de Pedro Pesquisa na Mocidade aconteceu finalmente em 1994, quando o Carnaval de rua de Guarapari retornou depois de vários anos estagnado devido à política local. Em 94, o compositor concorreu e viu seu samba embalar a Mocidade com o enredo "Deu Teia de Aranha no Samba".
Além dos diversos discos gravados que nos mostrou orgulhoso, encontramos uma reprodução fotográfica de um toureiro e a inscrição "Pedro Pesquisa - El Niño de La Capea".
Leia, a seguir, a entrevista de Pedro Pesquisa, o "Garoto da Capa".

1-      Desde quando você compõe para a Mocidade?
R: Desde 1981.
2 – Você é natural de Guarapari?
R: Eu nasci no Rio de Janeiro. Mas, sempre tive vínculo com Guarapari porque a minha família é toda daqui. Pesquisa é meu nome artístico. Eu sou da família Almeida Trindade. Nas férias,desde pequeno, eu sempre passei dois meses dentro de Guarapari, por isso me considero guarapariense.
3 – Há alguma diferença entre a Mocidade de hoje e a do passado?
R: No passado houve uma pujança maior. Havia uma concorrência maior de compositores. Cheguei a disputar samba na Mocidade com 12 sambas concorrentes. Há pessoas que hoje não estão mais compondo, como o Dudu Azimuth, Dito, o falecido diretor de bateria Edson Germano, Toninho Balbino e Jorginho Carvoeiro. Em média, eram doze ou treze sambas concorrentes. A escolha de samba enredo era uma festa. Hoje em dia isso praticamente não existe mais.
4 – A que você atribui essa desmotivação dos compositores?
R: Não acho que seja desmotivação. Foram vários fatores: alguns tem um série de compromissos, outros mudaram de endereço, alguns continuam na escola mas pararam de compor e além disso não houve uma renovação da ala dos compositores, com excessão de Rogerinho do Cavaco, que é a mais recente renovação da Mocidade. Isto eu falo como atual presidente da Ala dos Compositores.
Assim sendo, precisamos criar um quadro novo de compositores com a participação de jovens. Tavinho e eu somos veteranos dentre os compositores. A Mocidade precisa oxigenar essa Ala de Compositores dando ênfase aos jovens e fazendo com que eles venham a compor, colocando para fora esse amor pelo samba e pela escola.

5 – Você também expressa esse amor em suas composições, não é mesmo?
R: O azul e o branco da Mocidade Alegre de Olaria estão no meu sangue. A Olaria, para mim, é uma paixão. Não uso apenas a “arquitetura” na composição de um samba, mas sim o amor pela Escola. A “Olaria” para mim é diferente.
Eu também ganhei samba na Juventude e quando vou aos ensaios daquela escola, me sinto como um “peixe fora d’água”. Olaria é a minha casa... O calor humano é outro. Por que eu sou Mocidade. Inclusive em uma conversa com Tavinho, meu parceiro há mais de quinze anos, vimos que nós dois temos o mesmo sentimento.
6 – Você acha que a Mocidade poderia estar desfilando no Carnaval de Vitória, no Sambão do Povo?
R: Conversando com Tavinho, nós avaliamos a “Olaria” e achamos que o padrão da escola, dentro do quadro atual, é acima do padrão de Guarapari. É um padrão de Vitória. Tenho certeza que podemos brigar “pau-a-pau” com qualquer escola de vitória. O que falta é incentivo financeiro. Elemento humano nós temos de sobra. Nosso samba não deve nada ao de Vitória. Vitória tem um estilo de samba paulistano, e o nosso tem o estilo carioca. Você percebe pela harmonia do samba de Guarapari que nossa influência maior é o Rio de Janeiro. A cadência do nosso samba é completamente diferente da cadência do samba de Vitória.
7 – O que falta para a Mocidade?
R: O que nós precisamos dentro da Mocidade é de uma renovação. Precisamos achar um meio de atrair os jovens. Nós deveríamos fazer promoções, assim como no Rio, durante o ano todo. No Rio tem as famosas rodas de samba do Cacique de Ramos, da Mangueira, do Império...
8 – É essa falta de promoção que faz com que a comunidade se disperse?
R: É. Ela só aparece no Carnaval. Certa vez fizemos uma roda de samba na casa de Rogerinho do Cavaco. Não coube tanta gente que foi. O pessoal está carente disso. E a comunidade se reuniu ali. Se isso fosse feito no campo do América, por exemplo, todo mês, ia chegar mais jovens.
No passado, nós tínhamos evento o ano todo. Vinha Jorginho do Império, Dominguinhos do Estácio. Teve um período muito rico também, quando Paulo Loureiro cedeu uma sede para a Mocidade de Olaria no bairro São Judas Tadeu e os eventos eram ali. Os ensaios da escola eram ali naquela sede e a Escola trazia grandes nomes do samba brasileiro. A Unidos de Guarapari trouxe Cartola, Nelson Cavaquinho. Elke Maravilha desfilou em Guarapari com um samba meu. Naquele tempo, as escolas faziam promoções o ano inteiro. Sempre havia dinheiro em caixa. Não dependia apenas da Prefeitura. Essa falta de promoção foi o anti-clímax que determinou um pouquinho de queda no carnaval de Guarapari, mas a Mocidade, mesmo assim, conseguiu manter um padrão de qualidade no samba, no modo de desfilar.
9 – Como é o samba da Mocidade Alegre de Olaria?
R: Não sei se é porque temos mais amor pela escola, mas quem escuta de longe sabe que lá vem a Mocidade. Até mesmo os compositores da Mocidade têm uma linha de compor diferente das outras escolas.
10 – O que mais te traz saudade em relação ao passado?
R: Os amigos que “partiram antes do combinado”, como o meu grande amigo Edson Germano e diversos outros amigos meus que já partiram. Gostaria de aproveitar o momento e dizer que a Mocidade está devendo uma homenagem.
Quando eu chegava na concentração dos desfiles, sempre tinha uma pessoa que chegava antes de mim. Ele chegava de terno branco, sapato branco, chapéu branco e a camisa da Mocidade. Era Arnaldo Cidade, o famoso “Cidade”. Ele nunca deixou de desfilar pela escola.  Quando eu chegava lá ele me perguntava: “- Pedrinho, nossa escola está descendo?”
E eu respondia: “Tá descendo. Tá vindo de Olaria.”

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Professor José Antônio Faz Parte da Memória da Mocidade

Rebuscando nossos arquivos encontramos alguns registros antigos da participação do afamado professor José Antônio de Miranda, falecido recentemente vítima de câncer.
José Antônio, conhecido por todos devido ao seu caráter firme e pelo seu estilo exigente, recebeu muitas homenagens quando de seu falecimento no mês de julho e foi motivo inclusive de reportagem da TV Guarapari. Apesar de ter sido tão rigoroso com o estudo de seus alunos, José Antônio era também um folião animado e participou ativamente da Mocidade Alegre de Olaria, na década de 80.
Desfilou ao lado da também conhecida Madrinha de Bateria Elisa Coelho e primava pelas fantasias cheias de brilho e destaque.
É fato que a população que aguardava os desfiles da Mocidade também esperava o momento em que o Professor José Antônio despontava em meio aos foliões esbanjando alegria e animação.
O Blog da Mocidade faz uma singela homenagem a esse baluarte da educação de Guarapari na certeza de que será difícil encontrar um substituto para o magistério à sua altura.


Por: Julio Ceza Gomes Pinto

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Blog da Mocidade Divulga o Segundo Vídeo da Série "Velha Guarda"

Pedro Augusto Ribeiro, mais conhecido na comunidade sambista de Guarapari como "Pedro Presidente" gravou entrevista no dia 25 de abril para a produção do 2º Vídeo da Série: "Velha Guarda, Um Resgate Histórico da Mocidade" e, emocionado, falou sobre a sua grande participação na escola de samba que leva o nome do bairro Olaria, local onde reside até os dias de hoje.
Simples e brincalhão, apesar da aparente austeridade e do constante semblante cisudo, Pedro Presidente falou com saudade dos anos em que atuou como Mestre-Sala, durante toda a década de 80, e ressaltou a importância do envolvimento de toda a comunidade para o crescimento da Escola.
Quando indagado sobre uma possível apresentação da Mocidade no Sambão do Povo, Pedro disse que isto pode um dia acontecer. "Só não pode ser amanhã..." Disse ele, "Ou este ano...". Pedro citou então que para que isso aconteça de fato, será preciso mais uma vez todo o envolvimento da comunidade, mas que há pessoas ligadas à Escola atuando na Capital que poderiam auxiliar a Mocidade nesse empreendimento, como o carnavalesco Paulo Balbino e a coreógrafa Elisa Coelho.

Por: Julio Cezar Gomes Pinto

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dinah Inaugura a Série "Velha Guarda - Tradição e Alegria"

A entrevista com a costureira Dinah Germano acabou se tornando um alegre e saudosista bate-papo em família. Aniversariando no dia 19 de fevereiro, quando completou 64 anos, a mulher que é facilmente encontrada no barracão da Mocidade Alegre de Olaria às voltas com fantasias e adereços de carnaval, abriu o coração e a porta do seu ateliê para nos contar um pouquinho da história da Mocidade. Aliás, o ateliê de Dinah, em sua própria casa, está sempre de porta aberta a amigos e clientes que a procuram devido ao capricho e zelo com que faz suas costuras.
A costureira mais antiga da Mocidade exibe um tímido sorriso e as marcas de alguém que lutou com muito esforço para criar os filhos debruçada sobre a máquina de costura do ateliê. De poucas palavras, mas de sincero olhar, Dinah lembrou os velhos tempos da escola de samba que teve como mestre de bateria seu irmão Edson Germano. Lembrou como era bom quando as criancinhas podiam desfilar sem qualquer impecilho ou perigo.
A filha de Dinah, Eliane, é quem acompanha pela avenida a segunda Porta-Bandeira da Mocidade Henara, sua neta. Muito extrovertida, Eliane falou-nos ainda que Dinah faz um trabalho voluntário na Igreja Batista há doze anos ensinando a comunidade a costurar. Entusiasmada, a filha de Dinah mostrou-nos as fotos antigas dos desfiles da Mocidade e apontou, com orgulho, para a foto do tio à frente da bateria.
Já Ediete, sempre risonha, preparava uma cocada baiana que, de acordo com suas palavras "é tradição, assim como a Escola de Samba" e foi ensinada pelo seu pai Antero Germano, que tinha um restaurante caseiro na famosa Rua das Bonecas, no centro de Guarapari.
Às voltas com os preparativos do aniversário que ia comemorar no dia seguinte, no domingo, Dinah não se deteve em nos dar a entrevista e falar-nos de vários fatos marcantes na história da Mocidade.


Blog da Mocidade: Quando começou o seu trabalho na Mocidade?
Dinah: Eu vim morar em Olaria em 1978, vindo do bairro Aeroporto, e aqui já existia um grupo de foliões ao qual eu me integrei. Era um grupo de pessoas que acabaram se tornando os fundadores, que foi o meu irmão,  Pedro (Ribeiro), Dito (Ribeiro), Dr. Roberto (Simões) e muitos outros que até já morreram, que já se foram.

Blog da Mocidade: E quando você se integrou à escola você fazia o quê?
Dinah: Sempre costurei. De forma que eu nunca desfilei.

Blog da Mocidade: Nunca?!
Dinah: Nunca. Sempre tenho vontade.
Ediete: Na escola quem já desfilou fui eu, Edite (irmã) e Edson. Dinah nunca desfilou não.

Blog da Mocidade: Não desfilou nem como Baiana?
Dinah: Nem como baiana. Mas, se eu for sair também, será como baiana. Não desfilei ainda porque não chegou a hora.

Blog da Mocidade: Fale-nos sobre o seu irmão Edson Germano.
Dinah: Ah, Edson era um apaixonado pela Escola. Ele foi um guerreiro da Mocidade Alegre de Olaria. às vezes ele saía de porta em porta chamando os meninos para tocarem na bateria porque ele era o Mestre, né? Ele se doava muito pela Mocidade porque naquela época nós fazíamos tudo por amor. Não era como hoje, que até verba da Prefeitura a Escola recebe. Naquele tempo não existia isso não. Era tudo por amor mesmo.

Blog da Mocidade: E como eram confeccionadas as fantasias sem verba?
Dinah: Era com a ajuda de um e de outro. Nós saíamos pelas ruas pedindo dinheiro através do livro de ouro; procurávamos o comércio e os hotéis que sempre ajudavam. Havia muitos voluntários também. Hoje não existe muitos voluntários. Mesmo assim, a Olaria sempre saía na avenida para brilhar. Vinha gente até de Piuma para desfilar na Olaria, como a Carminha.

Blog da Mocidade: É verdade que fizeram um enredo homenageando o Edson Germano?
Dinah: Sim, é verdade. Houve um ano em que ele fez um samba que foi pra avenida. Logo depois, ele morreu e no ano seguinte cantaram um samba em homenagem a Edson.


Blog da Mocidade: O que é a Escola de Samba Mocidade Alegre de Olaria, na sua visão?
Dinah: A Mocidade é um grupo de jovens alegres, festivos e é uma parte da história da minha vida, mesmo. Estou nela há trinta e três anos.

Blog da Mocidade: Que comparação você faz com o carnaval atual?
Dinah: Ah eu tenho saudade da época em que os integrantes eram todos voluntários... Naquela época até as criancinhas podiam tocar na bateria. Os desfiles eram mais cedo, as crianças podiam ficar até o fim do desfile. Hoje não. A demora é tanta que as crianças acabam dormindo antes da escola desfilar. Eu não sei porque eles proibiram o desfile das crianças...

Texto e imagens: Julio Cezar Gomes Pinto.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Velha Guarda da Mocidade Fará Apresentação na Sexta-Feira, 18/02

Uma boa notícia para os saudosistas da Mocidade Alegre de Olaria. Nesta sexta-feira, dia 18/02, a turma da Velha Guarda olariense vai se apresentar no ensaio da Escola, no Estádio do América.
A Velha Guarda é composta por intérpretes e compositores que contribuíram para que o passado da Mocidade fosse rico e cheio de poesia.
Vale a pena conferir de perto o show de pagode desses "meninos" de ouro da Escola de Samba mais tradicional da cidade.
Não poderíamos deixar de mencionar também a presença da Banda Charanga Music que da última vez que se apresentou no ensaio da Mocidade encantou a todos com suas marchinhas e sambas dos carnavais antigos.
Como diz a minha mãe, "a Furiosa vem aí!!!"

Por: Julio Cezar Gomes Pinto

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Samba de Tavinho e Pedro Pesquisa Vai Pra Avenida em 2011

A Mocidade Alegre de Olaria realizou no dia 28 a Final para Escolha do Samba de Enredo do Carnaval 2011 e a composição de Tavinho e Pedro Pesquisa foi a escolhida pelos jurados para contar a história do enredo "Raizes".
A festa, maravilhosamente organizada pela atual Diretoria da Escola, correu em clima de profunda harmonia. Diversas figuras do samba guarapariense estavam presentes e visivelmente ansiosos para saberem quem, depois da eliminatória que aconteceu no dia 14 de novembro, ia faturar o troféu prometido pela Escola.
Dois sambas estavam disputando o favoritismo popular na enquete organizada pela Redação através da Comunidade no Orkut. Apesar de ser apontado como o preferido pelos internautas, o samba de Valdo, Rogerinho e João Pagodinho conquistaram o terceiro lugar. Já o samba de Rita de Cássia e Edson Junior ficou em segundo.


A dupla Pedro Pesquisa e Tavinho já havia ganhado outros concursos da Mocidade Alegre. O último foi o samba "Trinta" de 2009, quando a Escola comemorou os trinta anos de fundação. Naquele ano Rogerinho do Cavaco também colaborou na composição do samba. (Confira aqui no Blog os Sambas de Enredo compostos por Tavinho e Pedro Pesquisa). O samba que irá para a Avenida em 2011 foi muito aplaudido quando o Presidente Tarcísio anunciou o ganhador. O intérprete Lilico Chapa Quente ficou bastante comovido ao ser chamado pela dupla de compositores para receber os aplausos do público presente. Emocionado e chorando muito, Tavinho disse que grande parte do sucesso alcançado pela dupla deveu-se à interpretação de Lilico, grande amigo de muitos carnavais.
A festa ainda contou com a presença de vários integrantes da Imperatriz do Samba, tais como a Rainha da Bateria Simone Carneiro, a Diretora de Harmonia Viviane Nilo e o intérprete oficial Thiago Brito que cantou ao lado de Rogerinho do Cavaco e sua banda. Também soltaram a voz o cantor Junior Loyola, que também concorria com um samba; o intérprete da Mocidade Carlos Lemos e Lilico Chapa Quente. Linguinha, figura folclórica de Guarapari, também usou o microfone e o público o aplaudiu calorosamente.
A coroação de Carolina Bertocchi como a Nova Rainha de Bateria da Mocidade levantou os foliões que sambaram com ela e se deliciaram com a simpatia e simplicidade da moça. (Leia aqui no Blog a Entrevista de Carol).

As fotos deste Evento estão em nossa página no Orkut.

Por: Julio Cezar Gomes Pinto






quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Roda de Samba com Jorge Trindade e "Fogaréu"

Graças à alegria do compositor de sambas Jorge Trindade e ao folião conhecido na cidade como "Fogaréu", o feriado de Finados de 2010 não foi totalmente cinza como imaginávamos que seria. Ao contrário, sentados na mesa do bar do "Loirinho" em Kubistchek divertimo-nos muito e rimos com as histórias acerca do Bloco da Burrinha e do Bloco da Lelete.
O Bloco da Burrinha é uma pequena agremiação que sai pelas ruas daquele bairro divertindo e chamando os foliões a brincarem com o mais simples Carnaval de Guarapari. Sempre puxado por Álvaro Marcos (o Fogaréu), o Bloco da Burrinha começa a folia bem mais cedo que os demais, geralmente na quinta-feira, antevéspera de Carnaval.
Mesmo carente, o Bloco idealizado há três anos pelo folião Nilo Girelli, conta com marchinha própria - criada por Jorge Trindade, ou Jorge Carvoeiro - como é conhecido -, venda de abadás e o som da Banda Marcial Lira de Ouro. Tem esse nome por causa do animado Fogaréu que sai na frente do Bloco usando uma vestimenta que imita um burrico. O mesmo Fogaréu que se apresenta nas ruas da cidade com vestido, batom e bolsinha a tira-colo, encarnando a personagem "Maria Tomba-Homem", personagem principal também do Bloco da Lelete.
Jorge Trindade "cantou" a história de Fogaréu. Animado, o compositor das marchinhas do Bloco da Burrinha e do Bloco da Lelete disse que apesar de ser um folião que precisa alimentar a burrinha com muito "mé", Fogaréu é pai de família e trabalhador. Álvaro Marcos ainda anima os carnavais de Kubistchek com sua personagem Maria Tomba-Homem e organiza o Bloco da Lelete, um dos seus apelidos quando ainda era criança.
Enquanto ríamos com Jorge e Fogaréu, um dos colaboradores do Bloco da Burrinha, Carlos Alberto, juntou-se ao grupo e esclareceu alguns detalhes a respeito do bloco. Beto disse que o Bloco não sai na avenida principal de Guarapari porque a intenção é realmente alegrar o Carnaval da comunidade, sem qualquer interesse financeiro ou anseio de disputar um lugar ao sol. É um bloco carnavalesco despretencioso, divertido e levado pelos poucos recursos angariados com a venda de abadás. Em 2010, a Banda Marcial que faz a sonorização do bloco foi paga graças à venda dos abadás e das doações voluntárias de foliões anônimos.
Vale a pena conhecer e desfilar pelas ruas de Kubistchek acompanhando a Burrinha que dá nome ao Bloco.
Em 2011 não será diferente. O Bloco da Burrinha sairá pelas ruas do bairro antes mesmo que o Carnaval comece oficialmente na cidade.